Facebook apresenta drone para levar internet a locais remotos

Drone para internet

O Facebook anunciou a construção de um drone próprio para levar conexão de internet a partes remotas do mundo.

O drone, que tem a envergadura de um Boeing 737, vai operar a uma altura de até 27,4 quilômetros e poderá ficar no ar por períodos de até 90 dias.

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O drone tem a envergadura de um Boeing 737 e utilizará comunicação a laser. [Imagem: Facebook/Divulgação]

A empresa diz que o drone, que será testado nos EUA no final do ano, poderá fornecer internet a uma velocidade de 10 gigabits por segundo.

“Estamos analisando diversas abordagens diferentes para esse desafio, inclusive com aeronaves, satélites e soluções terrestres. Nossa intenção não é construir tecnologias e operá-las nós mesmos, mas sim avançar mais rapidamente no estado dessas tecnologias para que elas se tornem soluções viáveis para serem empregadas por operadores e outros parceiros,” disse Jay Parikh, vice-presidente de engenharia e infraestrutura global da empresa.

O projeto do drone – similar aos balões propostos pelo Google com a mesma finalidade – é mais uma iniciativa da rede social internet.org, voltado à conectividade nos países em desenvolvimento.

A expectativa é que essa estratégia ajude o Facebook a continuar a aumentar sua base de usuários – algo crucial para satisfazer os investidores.

Comunicação a laser

Os drones são apenas parte de um sistema de comunicação, baseada em raios laser.

“Foi projetado e testado em laboratório um laser que consegue transmitir dados a 10 gigabits por segundo – cerca de dez vezes mais rápido do que (os equipamentos) mais avançados da indústria – a um alvo do tamanho de uma moeda a mais de 16 km de distância”, afirmou Parikh.

“Estamos agora começando a testar esses lasers em condições reais. Quando (o teste) acabar, nosso sistema de comunicações a laser poderá ser usado para conectar nossas aeronaves entre si e com (os equipamentos) em terra, possibilitando a criação de uma rede estratosférica que pode se estender às regiões mais remotas do mundo,” finalizou.

Há alegações de que a rede social consegue monitorar os internautas usuários do serviço grátis. [Imagem: Facebook/Divulgação]

Há alegações de que a rede social consegue monitorar os internautas usuários do serviço grátis. [Imagem: Facebook/Divulgação]

Segundas e terceiras intenções

No entanto, a expansão do Facebook para além de seus mercados atuais despertou desconfiança em alguns círculos – bem como acusações de que a rede social teria segundas intenções.

O projeto internet.org irritou parte da comunidade tecnológica indiana quando foi lançado no país, por oferecer acesso gratuito a internet móvel para apenas alguns sites, não para toda a web – algo contrário à neutralidade da internet, defendida por especialistas e entidades de direitos civis de todo o mundo.

Empresas de internet no país alegam que a gratuidade oferecida pelo Facebook propiciava a concorrência desleal e que a rede social consegue monitorar os internautas usuários do serviço grátis.

 

fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/