Sistema que bloqueia celulares piratas ou comprados no exterior começa a valer

Nesta segunda-feira começou a valer o Siga, Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos, o projeto da Anatel que irá bloquear dispositivos móveis “xing lings” e comprados no exterior sem autorização. O sistema em vigor ainda não irá afetar diretamente os donos de celulares piratas, já que o objetivo da agência é criar um banco de dados com os dispositivos usados no Brasil até setembro, e depois sim desligá-los. Com a ação, a Anatel espera melhorar os serviços oferecidos no Brasil, tanto em qualidade de chamadas quanto na saúde dos consumidores.

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O projeto será executado com o apoio das operadoras (Vivo, Claro, TIM e Oi), que não só vão colaborar tecnicamente, mas também com os custos do Siga, que gira em torno de R$ 10 milhões.  Ele irá afetar os dispositivos que tenham chip e – através dele – acessem a rede de dados móveis brasileiras, abrangendo smartphones, tablets e até máquinas de cartão de crédito/débito. Aparelhos originais comprados no exterior poderão sofrer também, caso não sejam homologados pela Anatel. Para consultar os modelos homologados e certificados pela agência, clique aqui.

Os problemas apresentados pelos “celulares piratas” não são apenas técnicos: além de impactar a rede brasileira com “ruídos” por não apresentar as configurações de conexão necessárias, sua fabricação irregular pode oferecer sérios problemas à saúde dos consumidores. Grande parte dos “xing ling” emitem radiação acima do permitindo, podendo até mesmo explodir. Com estas questões em mente, o Siga foi criado há 2 anos, com aprovação em 2013 e  funcionamento efetivo começando hoje.

Como funciona
O sistema de bloqueio vai analisar o IMEI do aparelho, que fará parte de um cadastro nacional, e cruzá-lo com o IMSI, o código do chip da operadora. Toda vez que o cliente fizer uma chamada, a operadora saberá se o aparelho é ou não legítimo.

As companhias conseguem identificar essa situação porque os celulares piratas aparecem como “aviões fantasmas”, ou seja, seus sinais são captados pelas antenas, mas sua identidade geralmente não aparece no “radar” das teles. Quando aparece, ela é duplicada (igual à de outro telefone) ou apresenta um número inexistente no catálogo mundial de celulares.

Fonte:  http://adrenaline.uol.com.br/mobile/noticias/