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:: Utilizando Fibras Ópticas em Redes Locais 

José Mauricio Santos Pinheiro em 21/01/2004

 

A opção pela utilização da fibra óptica na instalação de uma rede local, em lugar de soluções de cabeamento de par metálico convencional apresenta vantagens significativas devido à capacidade da fibra em permitir o tráfego das informações com velocidades elevadas. Entretanto, cada tipo de fibra óptica tem seus prós e contras no que diz respeito a sua utilização em uma rede de computadores.

A fibra padrão utilizada nas aplicações de redes locais (LAN) é a fibra óptica multimodo de 62,5m m que possui uma largura de banda virtualmente ilimitada para as aplicações nas distâncias envolvidas em redes locais (até aproximadamente 200 metros), sendo suficiente para atender as redes FastEthernet atuais, bem como as redes Gigabit Ethernet, ATM (até 622Mbps) e Fibre Channel (até 1Gbps).

Nos casos de distâncias superiores aos 200 metros, os cabos de fibra óptica monomodo oferecem uma solução mais atraente, pois esse tipo de fibra apresenta uma capacidade maior de largura de banda em relação à fibra multimodo. Essa maior largura de banda da fibra monomodo é uma vantagem importante que deve ser levada em conta no momento de utilizá-la em um novo projeto de uma rede local. Todavia, um ponto que deve ser considerado é que o custo dos produtos de conectividade para as fibras monomodo é mais alto devido aos requisitos mais exigentes de instalação. Entretanto, esse custo adicional pode ser considerado pequeno em comparação com o custo geral da rede e com a vantagem adicional de que o sistema estará em condições de atender às necessidades futuras da rede.

Por sinal, a evolução das tecnologias de redes é outro fator que deve ser considerado na escolha de um tipo específico de fibra óptica. Com o passar do tempo, novos padrões e protocolos de aplicação são implementados, com velocidades cada vez mais elevadas e várias características como, por exemplo, a largura de banda das fibras ópticas, são fatores importantes que devem ser levados em consideração no projeto de uma rede. Com o uso cada vez maior de sistemas baseados na tecnologia Gigabit por exemplo, os sistemas necessitam usar cada vez mais maior largura de banda. Uma prova dessa afirmativa são as velocidades de até 2,5Gbps, realidades para os novos padrões ATM e Fiber Channel.

Como mencionado, a largura de banda é um fator limitante que representa a medida da capacidade de trafegar informações de um meio físico. Para os cabos de pares trançados de cobre em uso atualmente nas redes locais, a largura de banda depende em grande parte da freqüência na qual se transmite o sinal. À medida que essa freqüência aumenta, menos largura de banda (e maior atenuação) ocorrerá na rede.

No caso da fibra óptica, a largura de banda pode ser definida como a quantidade de informações que uma fibra pode transportar sobre uma distância especificada, medida em MHz/Km e, ao contrário dos cabos de cobre, outros fatores afetam a largura de banda na fibra óptica. Por exemplo, um dos fatores principais é a dispersão (ou espalhamento) que o pulso de luz sofre conforme trafega pelo núcleo da fibra óptica. Quanto maior o comprimento do cabo, maior será a dispersão do sinal óptico e, com uma dispersão excessiva, o sinal poderá não ser reconhecido no ponto de recepção.

Em toda fibra óptica multimodo há uma correlação direta entre o valor da largura de banda medida e o espalhamento que ocorre quando os pulsos de luz se propagam pelo núcleo da fibra. Na medida em que a dispersão cresce, a largura de banda diminui. Daí conclui-se que qualquer aumento na largura de banda da fibra estará relacionado com um aumento direto do comprimento que a fibra suportará a uma dada taxa de transmissão.

A melhor solução para um projeto de rede utilizando fibras ópticas irá depender de uma série de fatores, dentre eles os mais significativos que irão determinar a viabilidade futura de um projeto serão o tipo e as características ópticas (largura de banda) da fibra utilizada. Outros fatores que devem ser considerados são os seguintes:

  • As distâncias envolvidas na rede;

  • Se haverá extensões ópticas na rede;

  • Das aplicações de rede atuais;

  • Dos protocolos futuros que a rede terá de suportar.

Como visto, a escolha correta da fibra óptica para o projeto de uma rede de computadores irá depender de vários fatores como o padrão de rede adotado, a limitação das distâncias impostas pelos protocolos da rede, do tipo de fibra, que irá implicar na escolha dos dispositivos eletrônicos e conectorização e dos resultados financeiros esperados para o investimento. Na maior parte dos casos, a fibra óptica multimodo ainda será a melhor opção de escolha para aplicações em redes locais. Entretanto, as limitações impostas pelos novos protocolos e aplicações de rede restringem sua utilização em muitos projetos, o que tem levado muitos usuários a optar pela instalação de fibras monomodo, consideradas capazes de garantir a capacidade de sua infra-estrutura frente a essas novas aplicações de redes.

José Maurício Santos Pinheiro
Professor Universitário, Projetista e Gestor de Redes, 
membro da BICSI, Aureside e IEC.

Autor dos livros:
 
· Guia Completo de Cabeamento de Redes ·
· Cabeamento Óptico ·
· Infraestrutura Elétrica para Redes de Computadores
·
· Biometria nos Sistemas Computacionais - Você é a Senha ·

E-mail: jm.pinheiro@projetoderedes.com.br

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