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:: Limitações de uma Rede Privada Virtual

José Mauricio Santos Pinheiro em 04/11/2004

 

Atualmente é cada vez mais crescente a utilização da Internet como meio para a troca de informações nas empresas. Conseqüentemente, a demanda por segurança e confidencialidade das informações teve que acompanhar esse crescimento, originando uma solução eficiente e de excelente custo benefício conhecida como redes VPN (Virtual Private Network) que, entretanto, apresenta algumas limitações.

Rede Privada Virtual

Por definição, uma Rede Privada Virtual (VPN) é uma rede com acesso restrito, construída sobre a infra-estrutura de uma rede pública, sendo composta basicamente por dois ou mais equipamentos interligados em rede, formando um grupo e compartilhando informações, onde apenas os equipamentos pertencentes aquele grupo podem ter seus dados compartilhados.

Uma solução VPN deve garantir alta qualidade e disponibilidade para a rede, além de integração e capacidade de expansão, ou seja, deve possibilitar a adição de novos pontos de comunicação com flexibilidade, rapidez e baixo investimento.

As conexões em uma rede privada virtual acontecem geralmente através de hubs ou switches interligando os equipamentos existentes. Outra característica marcante é a localização distribuída dos equipamentos que a formam. Em uma solução VPN, há no mínimo, dois Gateways VPN em localidades geograficamente distantes e comunicando-se através de um túnel.

Administração Complexa

Uma VPN pode ser implementada por equipamentos variados, desde roteadores, gateways, servidores de acesso remoto e outros equipamentos específicos, ou ainda por software instalado em estações da rede.

Como as redes de computadores atuais, por menores que sejam, apresentam uma variedade significativa de equipamentos em termos de tipos, quantidades e configurações, é praticamente impossível conseguir um ambiente absolutamente seguro. Considerando a disposição geográfica e quantidade dos seus elementos constituintes, aliados aos aspectos de segurança requeridos para cada sistema local, a administração de uma rede utilizando VPN pode se tornar uma tarefa complexa. Essa complexidade pode aumentar ainda mais com o aumento do número de equipamentos, tornando difícil manter um mínimo de segurança para a rede privada.

Falhas na VPN

As falhas em redes de comunicação utilizando VPN estão ligadas ao risco envolvido em determinadas configurações em função do investimento feito na solução, mas que se traduzem em riscos calculados.

Como a principal motivação para a constituição de VPN’s é financeira, é muito comum configurar em um gateway da VPN serviços que não fazem parte do contexto de segurança, como servidores de e-mail e Web, com o objetivo de reduzir custos operacionais na contratação de links dedicados ou redes de pacotes. Essa atitude acaba por comprometer a segurança porque os equipamentos passam a ficar sujeitos aos ataques externos à rede e infecção por vírus através de e-mails ou conexão com a Internet.

Outra falha em VPN acontece devido à forma como a segurança é tratada (ou menosprezada) dentro da política de segurança adotada nas empresas. Pesquisas recentes demonstraram que a maioria dos ataques sofridos nas empresas não ocorre sobre os elementos da VPN, como o firewall, por exemplo, mas direcionados aos servidores de fax, de web (a exploração de falhas em servidores web é uma das práticas mais utilizadas na Internet), modems para acesso remoto e estações de usuários utilizando uma senha-padrão que nunca foi modificada.

As pesquisas também apontaram que os maiores problemas dentro de um ambiente controlado com firewall, VPN, etc, são os que ocorrem dentro da própria infra-estrutura da rede. Esses problemas tornam a rede vulnerável a outros tipos de falhas consideradas altamente críticas e não calculadas, que podem expor a rede a ataques do tipo negação de serviço - DoS (Denial of Service) - identificação remota de serviços ativos e manipulação da configuração do firewall, entre outros.

Figura 1 - Principais pontos de invasão em uma rede

Providências

Apenas uma política ampla de segurança lógica e física, onde o acesso aos equipamentos passa a ser controlado, quer seja pela eliminação de drivers para mídias removíveis como disquetes e CD’s (principais fontes de vírus e programas maliciosos em uma rede), ou pela restrição do uso de modems nas estações pelos usuários, aliada a uma política de troca periódica de senhas, poderiam reforçar os aspectos de segurança da rede como um todo.

Conclusão

Pior que não ter segurança nos sistemas é possuir uma falsa impressão de segurança. A segurança de uma rede não é apenas uma questão técnica, envolve também aspectos gerenciais e humanos. Não adianta adquirir uma série de equipamentos de hardware e software sem treinar e conscientizar o nível gerencial da empresa e todos os funcionários, todos usuários da rede de comunicação.

Os riscos podem ser identificados, quantificados e então reduzidos, mas não é possível eliminá-los completamente. Por esse motivo, deve-se considerar a existência de uma equipe especializada, treinada para gerenciamento e suporte das conexões, a fim de garantir agilidade na recuperação dos serviços no caso de falhas ou de interrupção da rede.

José Maurício Santos Pinheiro
Professor Universitário, Projetista e Gestor de Redes, 
membro da BICSI, Aureside e IEC.

Autor dos livros:
 
· Guia Completo de Cabeamento de Redes ·
· Cabeamento Óptico ·
· Infraestrutura Elétrica para Redes de Computadores
·
· Biometria nos Sistemas Computacionais - Você é a Senha ·

E-mail: jm.pinheiro@projetoderedes.com.br

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