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:: A criptografia em Sistemas Digitais de Informação

José Mauricio Santos Pinheiro em 01/10/2003

 

A Internet está alterando o modo como nos comunicamos e utilizamos vários tipos de serviços como pagamentos de contas, movimentações bancárias, compras via web, etc. Também tem mudado a nossa forma de proceder com relação aos cuidados necessários para garantir a segurança e a integridade dessas operações.

Visando esse aspecto, a criptografia, os processos de autenticação e certificação digital têm se desenvolvido, buscando soluções cada vez mais seguras. Por exemplo, para que transações comerciais sejam efetuadas sem prejuízos tanto do lado do consumidor quanto do lado do prestador de serviços, a criptografia, a autenticação e a certificação digital se tornaram necessidades na internet, sendo que cada dia tenta-se implementar algoritmos cada vez mais poderosos e difíceis de serem decifrados por pessoas não autorizadas.

A Certificação digital é uma aplicação na qual uma autoridade de certificação "assina" uma mensagem contendo o nome de um usuário "A" e sua chave pública, de forma que qualquer pessoa possa verificar que a mensagem foi assinada apenas pela autoridade de certificação e assim incrementa crédito na chave pública de "A". Com uma assinatura digital comum, qualquer um pode verificar a qualquer momento que a certificação foi assinada pela autoridade de certificação, sem acesso à informação secreta.

Já a autenticação em um sistema digital é o processo por meio do qual o receptor de uma mensagem digital pode confiar na identidade do remetente e / ou na integridade da mensagem. Os protocolos de autenticação podem ser baseados tanto em sistemas criptográficos convencionais de chave-secreta como DES ou em sistemas de chave-pública como o RSA. Nesse caso, a autenticação em sistemas de chave pública utiliza assinaturas digitais. A necessidade de assinaturas digitais surgiu justamente dessa proliferação de comunicações e transações digitais.

Dessa forma, a principal motivação dos sistemas de criptografia é proporcionar segurança a todos usuários e evitar que uma transação possa ser decifrada por pessoas não autorizadas, especialmente transações bancárias e de compras digitais.

Um dos sistemas de criptografia mais populares é o RSA. Trata-se de um sistema de criptografia de chave pública que foi inventado em 1977 por Ron Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman, pesquisadores do MIT e utilizado tanto para cifrar quanto para autenticar dados. O algoritmo RSA faz uso de expressões com exponenciais, onde o texto é cifrado em blocos e cada bloco tem um valor binário menor que um número n, ou seja, o tamanho do bloco tem que ser menor ou igual a log2(n).

A principal vantagem do sistema de criptografia baseada em chave pública é a sua maior segurança em relação à criptografia baseada em chave secreta. Isto se deve ao fato que, no sistema baseado em chave pública, as chaves privadas nunca precisam ser transmitidas ou recebidas. No sistema de chave secreta, ao contrário, sempre existe uma chance de que um indivíduo não autorizado possa descobrir a chave secreta enquanto esta está sendo transmitida.

Outra vantagem do sistema baseado em chave pública é que este pode fornecer um método seguro para as assinaturas digitais. Em compensação, apresenta como desvantagem uma velocidade mais baixa, pois o método de chave pública é mais lento na cifragem do que o método de chave secreta.


 

José Maurício Santos Pinheiro
Professor Universitário, Projetista e Gestor de Redes, 
membro da BICSI, Aureside e IEC.

Autor dos livros:
 
· Guia Completo de Cabeamento de Redes ·
· Cabeamento Óptico ·
· Infraestrutura Elétrica para Redes de Computadores
·
· Biometria nos Sistemas Computacionais - Você é a Senha ·

E-mail: jm.pinheiro@projetoderedes.com.br

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