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:: O Celular é Mesmo Prejudicial à Saúde?

Alexandre Batista Domingues em 11/02/2005

 

Recentemente foram avaliados na Europa pela Euroconsumers 24 celulares com tecnologia GSM e constatou-se que não há motivo para preocupações pois nenhum aparelho testado se aproximou da média máxima determinada pela legislação européia.

Embora estivessem fora do teste, os modelos com tecnologia TDMA possuem nível de radiação idêntica aos modelos GSM enquanto nos modelos CDMA esse nível é bastante inferior, chegando à metade.

Até hoje existem muitas controvérsias quanto a esse assunto, porém, é comprovado que os celulares emitem radiação, embora em níveis menos nocivos do que as antenas rádio-base (ERBs). O que não se sabe ainda com certeza é se a exposição prolongada a essa radiação causa algum dano à saúde e qual é o dano, pois nunca foram feitos testes de longa duração expondo uma população inteira. Teoricamente o ser humano não pode ser usado como cobaia.

A Organização Mundial da Saúde e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recomendam 2 mil watts por grama de tecido como coeficiente de absorção permitido para o uso do celular. Portanto, pode existir risco quando se usa o telefone celular por mais de seis minutos e com uma distância inferior a 2,5 centímetros da cabeça, o que ocorre com mais de 90% de donos de celular.

Tem solução?

Mesmo que você não use celulares, não estará livre desse mal. Estudos da universidade japonesa de Tohoku mostram que o interior metálico de automóveis, trens e ônibus impedem a saída das microondas dos celulares e geram um campo eletromagnético potencialmente nocivo a todos que estiverem nesses locais.

Há alguns anos uma empresa brasileira, a Ionvita patenteou o Ionix, uma pastilha emborrachada capaz de atenuar a radiação eletromagnética emitida por equipamentos eletrônicos. O Ionix é capaz de gerar uma carga negativa que reduz a radiação gerada por celulares, monitores e fornos de microondas. Essa pastilha tem 2 centímetros por 2,5 centímetros e tem como matéria-prima uma pedra semipreciosa abundante no Brasil, a turmalina.

A pastilha de Ionix colada no celular

Na época, segundo um laudo da Universidade de Ontário, no Canadá, a pastilha diminuia a radiação em até 65%. Hoje ela é pouco conhecida e é vendida no Brasil por R$20,00 em média.

Alguma medidas podem ser tomadas:

Enquanto uma ligação é estabelecida, procure manter o telefone o mais distante possível da cabeça (quando a emissão de radiação é máxima).

Evite falar em lugares fechados ou quando a ligação está ruim, com chiados ou entrecortada, pois nesse momento os celulares também funcionam em potência máxima.

Os que precisam usar o celular por mais de seis minutos devem trocar de lado constantemente e mantê-lo sempre à distância da cabeça ou usar os fones de ouvido.

Conclusão:

"quando exista ameaça de sensível redução ou perda de diversidade biológica, a falta de plena certeza científica não deve ser usada como razão para postergar medidas para evitar ou minimizar essa ameaça...".
Convenção da Diversidade Biológica (assinada no Rio de Janeiro em 05/06/1992)

Assim, é melhor prevenir enquanto não se prova nada para não fazermos parte das estatísticas desse estudo daqui a uns 10 anos.

Alexandre Batista Domingues
Tecnólogo em Processamento de Dados, Projetista e Gestor de Redes
e
Analista de Suporte.

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